Analisando o jogo: Botafogo-SP x Palmeiras

Na tarde quente do último domingo, na cidade de Ribeirão Preto, o Botafogo enfrentou o Palmeiras em jogo válido pela segunda rodada do campeonato paulista. Apesar do ótimo primeiro tempo, o Pantera não conseguiu segurar o Verdão e acabou sendo derrotado pelo placar de 1 a 0.

Diferente da derrota para o Bragantino, desta vez, o Botafogo pode tirar bons frutos do duelo contra o time alviverde. Apesar dos pontos positivos, Condé precisa se preocupar com um fundamento bem especifico e fundamental para se ganhar um jogo: A finalização.

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Mais uma vez a equipe Botafoguense teve na finalização o seu pior fundamento dentro do jogo. O desempenho que foi ruim contra o Bragantino conseguiu ser piorado contra o Palmeiras. Em toda a partida contra o Verdão, o Botafogo finalizou no gol apenas 1 vez, chutando outras 7 para fora, totalizando um aproveitamento de 12,5%.

Outro ponto importante na análise do desempenho do time de Condé é a pouca ou quase nenhuma combatividade. Durante todo o jogo, o time desarmou apenas 6 vezes, isso mesmo, 6 vezes. O volante Diones pelo segundo jogo seguido não fez um único desarme dentro do jogo, o que convenhamos é um número atípico para um jogador que está dentro do campo exatamente para fazer esta função.

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O futebol apresentado com a bola nos pés melhorou e no primeiro tempo o Botafogo conseguiu ser mais perigoso que o Palmeiras. Boas jogadas foram criadas, porém, mal finalizadas.

O time de Condé troca muitos passes e tem uma ótima precisão no fundamento. Contra o Palmeiras foram 438 passes trocados, com uma precisão de 93,1%. Para um jogo contra um time grande, a quantidade de passes trocados é muito boa e prova que o Botafogo não foi pressionado pelo Palmeiras e dividiu o controle do jogo, porém, o que atrapalha e burocratiza o jogo do time é o fato de quem mais pegar na bola ser o volante Diones e o lateral Peri.

O problema não é Diones e Peri, e sim, a faixa do campo onde atuam e o tipo de toque que dão. Ambos controlando a organização do jogo, tiram a bola de quem realmente deveria estar armando o time, que é o camisa 10 Dodô.

O sistema defensivo mais uma vez se mostrou bastante sólido e entrosado. Naylhor e Plinio se entendem bem e não comprometem. O gol surgiu de um erro de passe do meio-campo Lelê, sendo assim, a zaga não pode ser culpada pelo gol. Tiago Cardoso também não decepcionou e foi importante nas chegadas mais contundentes do time do Palmeiras.

Dodô, Diego Tavares, Lelê e Bruno Moraes foram os jogadores que mais aliviaram o Botafogo no jogo. Lelê foi uma ótima válvula de escape pela ponta esquerda, ganhando praticamente todos os duelos com Marcos Rocha. Dodô organizou bem o jogo e participou das melhores oportunidades da partida. Tavares é um jogador de muita velocidade, e a principal jogada do time pelo lado direito. Ainda peca em demasia pelas escolhas erradas. Apesar de pouco acionado o atacante Bruno Moraes não decepcionou e brigou bastante com a zaga Palmeirense. Na única oportunidade que teve levou perigo ao gol de Jailson.

De modo geral o Tricolor melhorou o rendimento, entretanto, pecou novamente nos mesmos quesitos. Para os próximos jogos o time precisa evoluir em relação a finalização e combatividade. A equipe precisa ser mais brigadora.

Foto: Junior Fortunato

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