Antes consistente, defesa do Botafogo-SP vira dor de cabeça após a parada da Copa América

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O Botafogo já não vive uma fase tão boa na Série B do Campeonato Brasileiro. Se antes da parada para a Copa América o Pantera estava em lua de mel com o campeonato nacional o qual ficou sem disputar por 16 anos, hoje, o Tricolor vê as dificuldades de enfrentar equipes que já estão nessa divisão há algum tempo, enfrenta problemas com o pouco tempo de recuperação de um jogo para o outro e precisa conviver com as cobranças feitas por quem acompanha o clube diariamente. 

O período pré-parada de Copa América foi realmente um sonho e, de certa forma, inesperado. Nas primeiras oito rodadas que antecederam a pausa para a disputa do campeonato sul-americano, o Pantera venceu cinco partidas, empatou uma e perdeu apenas duas. Mas o detalhe que mais chamou a atenção foi o sistema defensivo do Tricolor. Em oito jogos, apenas quatro gols sofridos, segunda melhor defesa da competição naquele momento. 

Por conta disso, o treinador do Pantera, Roberto Cavalo, diversas vezes repetia a frase “nós temos os quatro melhores goleiros e os quatro melhores zagueiros da Série B”, e os números até poderiam sustentar essa declaração, embora as defesas de Bragantino e Oeste fossem as menos vazadas até ali. 

Mas a parada para a Copa América chegou e fez muito mal para o Pantera, que estava embalado na competição. Após o retorno do campeonato, cinco jogos já foram disputados. Quando o campeonato foi paralisado, na 8° rodada, o Pantera ocupava a vice-liderança, hoje, após o término da 13° rodada, o Tricolor é o 8° colocado. 

E se antes a defesa era a segunda menos vazada, com uma média de 0,5 gol sofrido por partida, após a parada, esse número mudou. Em cinco jogos disputados após o retorno da Série B, o Tricolor sofreu nove gols, hoje, uma média de 1,8 gols por partida. Foram três gols sofridos contra o Brasil de Pelotas-RS, um gol sofrido contra o Atlético-GO, dois sofridos contra o CRB-AL e mais três sofridos contra o Coritiba. Ao todo, foram 13 gols em treze partidas, média de 1 gol sofrido por jogo.

A constante mudança no sistema defensivo também preocupa os botafoguenses. Pelo sistema defensivo do Pantera já passaram oito jogadores diferentes. Na lateral direita, Lucas e Lucas Mendes; na lateral esquerda, Pará e Vinícius Freitas; na zaga, Luiz Otávio, Leandro Amaro, Naylhor e Didi já formaram as duplas de zaga do Botafogo nesta Série B. 

Em treze partidas, o treinador Roberto Cavalo colocou 25 jogadores diferentes nesta Série B. O único jogador da equipe titular que não foi trocado durante a Série B foi o goleiro Darley, que começou o campeonato como titular e se mantém na meta do Pantera. 

Na próxima sexta-feira (2), o Tricolor volta a campo pela Série B. O Pantera enfrenta o Oeste, às 20h30, no Estádio Santa Cruz. 

Foto: Divulgação / Coritiba Foot Ball Club 

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