Bruno Moraes esbanja simpatia em entrevista ao WSports News

A redação do WSports News recebeu hoje a participação do goleador Bruno Moraes, do Botafogo. Com cinco gols na competição e o mais preciso do campeonato, o jogador de 29 anos destacou vários pontos de sua carreira e sua passagem pelo Pantera. Leia trechos:

Carreira

“Comecei jogando a taça São Paulo pelo Santo André, onde subi para o profissional, depois passei pelo Porto Alegre. Acabei voltando para o Bragantino, onde me lesionei e joguei pouco. Fui emprestado para o Taubaté e depois tive passagens por Portuguesa, Red Bull e Santa Cruz e joguei nos Emirados pelo Al-Fujairah”.

Passagem pelo mundo árabe

É muito desnivelado o campeonato. Quando eu cheguei o clube tinha seis pontos em 13 jogos. Acabei fazendo sete gols no campeonato e fui artilheiro do time. No final, livramos o clube do rebaixamento, o que foi praticamente um título para eles”.

Surgimento do apelido

“Foi no Santa Cruz. Eu tenho uma tatuagem na mão com o meu apelido de infância, que é “Lata”. Combinei com um fotógrafo de fazer um gol e posar mostrando a tatuagem. Aí ele não pegou a foto. No próximo jogo ele conseguiu fazer, isso na Bahia. Quando voltei no aeroporto a torcida estava gritando “acabou o caô, o general chegou, o general chegou!”. Aí ficou!

Artilharia do Paulistão

“Surpresa não. É um feito difícil. O campeonato é muito nivelado. Acho que a artilharia tem que ser consequência, não objetivo. Estou pensando jogo a jogo, ajudando o Botafogo com os gols. Se vier a artilharia, bom também”

Rotatividade no ataque do Pantera

“A gente vai se entrosando, se conhecendo… pode facilitar dentro de campo. Mas vale ressaltar a força do grupo. O Léo tá mantendo a força da equipe e quem está entrando vem dando conta do recado.”

Próxima partida contra o São Bento

“A nossa equipe, até pela força, pela qualidade, independente de jogar dentro ou fora de casa, ela sempre tem que buscar vencer. O Léo é totalmente qualificado para escalar jogadores, o esquema mudando a cada partida vem dando certo. Tem que vencer”.

Danielzinho e Dodô

“São jogadores que pensam para frente. Eu como centroavante, tenho que estar ligado para aproveitar as oportunidades nos 90 minutos. Tem que estar sempre ligado pra poder definir, fazer os gols”.

Sondagens

“Ainda não fui procurado por nenhuma equipe. Mas estou focado aqui, a gente não pode perder o foco nesse momento. É jogo a jogo e a prioridade é o Botafogo. Deixo isso com o meu empresário”.

Classificação

“A gente tem que pensar até na primeira colocação (do grupo). A grandeza do Santos é indiscutível, mas se a gente pegar firme, podemos até terminar na primeira colocação do grupo”.

Trabalho com jovens

“Apesar de jovens eles são excelentes jogadores. Foram primordiais. Anfitriões de toda a galera. Acolheram a gente, nos receberam muito bem e isso conta muito, todo mundo sabe que pode confiar um no outro”.

Batistuta como ídolo

“Sempre tive como ídolo o Batistuta. Meu pai sempre gostou da Argentina, sempre acompanhou em casa. Gosto do estilo, da raça, de entrega. Me atraiu”.

Grafite no Santa Cruz

“Excepcional. Caráter além do que ele joga. Poucos no futebol tem. Um ídolo que vou ter para a vida inteira, em campo e extracampo. Chegamos juntos e nunca teve vaidade. Sempre com respeito, se ajudando. Fomos campeões da Copa do Nordeste e Pernambucano. Infelizmente parou, mas é inspiração para a vida inteira”.

Chegada no Bota

“Antes de ir para a Arábia tinha sondagem. Como retornei, foi primeira opção. Tiveram outras equipes, mas dei prioridade e fechei com o Botafogo”.

Ribeirão Preto

Indiscutível a recepção que tive em Ribeirão. Fui bem acolhido pelos torcedores, time. Todo mundo fala muito do pinguim e é um lugar muito gostoso, fui conhecer com meus pais. Fui em dois shoppings, mas com o ritmo do paulista ainda não conheci muitos lugares”.

Chance

Legal estar surgindo novos nomes. Acho ridículo rotular jogador: “Ah, jogador de B1”. E acho melhor ainda quem dá oportunidade, quem busca esses jogadores. Aconteceu comigo. Em uma semana estava na A3, na outra estava na Vila Belmiro fazendo gol no Santos. A bola gira. Surgindo a oportunidade tem que agarrar e decolar”.

Família

“Meu pai, mãe, vó… Sempre tiraram do deles com orgulho para que eu pudesse viver esse sonho. Se estou aqui hoje é graças a eles”.

Recado para a torcida tricolor

“Agradeço todo o carinho com a equipe. Vamos fazer pegar corpo, apoiar, ir aos estádios. Vamos jogar juntos. Jogando juntos todo mundo tem a ganhar, Ribeirão Preto, Botafogo… Vamos conseguir voos altos”.

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