Campanha Julho Amarelo oferecerá testagem e vacinação contra hepatites

A Secretaria municipal da Saúde, por meio do programa municipal de DST/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais, realizará entre os dias 25 e 29 de julho, como parte da campanha Julho Amarelo, ações que consistem em oferecer à população, vacinação contra hepatite B e testes para detecção da hepatite C, além de promover a educação preventiva e levar informação à população sobre as hepatites.

As unidades de saúde promoverão ações de incentivo à testagem e à vacinação, incluindo atividades nos locais da área de abrangência. Haverá teste rápido de Hepatite C para a população no dia 25 de julho, das 8h às 12h no Núcleo de Gestão Assistencial (NGA), na rua Minas n° 895, já no dia 28 de julho, as ações serão concentradas na Praça XV de Novembro, das 9h às 14h.

Este ano, a campanha envolve a intensificação da testagem para hepatite C com foco nos maiores de 40 anos ou população chave de qualquer idade (pessoas LGBT, pessoas em situação de rua, comunicantes sexuais e domiciliares de portadores de Hepatites B e C, profissionais da saúde, manicures, pedicures, podólogos, tatuadores, tatuados e/ou com piercings, usuários de álcool e outras drogas, profissionais do sexo, bombeiros e policiais militares, cuidadores, hipertensos e diabéticos), bem como aconselhamento para todos e, nos casos positivos, o encaminhamento para realização de exames complementares e tratamento se indicado.

A doença
As Hepatites são doenças de grande importância na saúde pública brasileira, considerando-se o número de indivíduos atingidos e a possibilidade de complicações das formas agudas e crônicas.

Em Ribeirão Preto, entre 2012 e 2021, foram diagnosticados 1.268 novos casos de Hepatite C e 730 de Hepatite B, sendo que a grande maioria destes novos casos são pessoas com mais de 40 anos de idade.

O Julho Amarelo visa conscientizar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das Hepatites Virais. A hepatite B pode ser prevenida por vacinação. Existe cura para hepatite C e tratamento para hepatite B. Até o momento, não há vacina para a hepatite C.

O grande desafio é o diagnóstico da doença. Por ser uma doença de longa evolução e que, geralmente, não apresenta sintomas, essas pessoas podem ter se contaminado no passado e não sabem que têm o vírus. Porém, a infecção pode evoluir para formas mais graves como a cirrose ou o câncer hepático.

Por isso a recomendação de realização do teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, com o objetivo de diagnosticar e tratar o mais precocemente.

Estima-se que cerca de 71 milhões de pessoas estejam infectadas pelo vírus da hepatite C em todo o mundo e que cerca de 400 mil vão a óbito todo ano, devido a suas complicações, principalmente por cirrose e carcinoma hepatocelular.

O Ministério da Saúde estima que no Brasil tenha aproximadamente 700 mil pessoas com a doença e que necessitam de acompanhamento e tratamento.

 
Os mecanismos conhecidos para a transmissão dessa infecção são os seguintes: 

Transfusão de sangue e uso de drogas injetáveis, ou seja, contato com sangue contaminado. As pessoas que receberam transfusão de sangue e/ou derivados, sobretudo para aqueles que utilizaram estes produtos antes do ano de 1993, época em que foram instituídos os testes de triagem obrigatórios para o vírus C nos bancos de sangue em nosso meio, são altamente suscetíveis;

Acupuntura, piercings, tatuagem, manicures, barbearia, instrumentos cirúrgicos: qualquer procedimento que envolva sangue pode servir de mecanismo de transmissão desse vírus, quando os instrumentos utilizados não forem devidamente limpos e esterilizados.

A prática do uso de droga inalada com compartilhamento de canudo também pode veicular sangue pela escarificação de mucosa.

Relacionamento sexual: embora não seja um mecanismo tão frequente de transmissão, mas tem que ser considerado, principalmente com múltiplos parceiros ou que tenham outras IST ou com prática sexual desprotegida.

O plano pactuado em 2018 entre o Ministério da Saúde, estados e municípios, alinhado com as metas da Organização Mundial de Saúde (OMS), pretende eliminar as hepatites virais no Brasil até 2030.

A meta é ter 90% de redução na incidência das hepatites crônicas B e C e 65% redução da mortalidade associadas às hepatites B e C. Para atingir estas metas temos que nos mobilizar e divulgar ainda mais as informações sobre as doenças.

Foto Divulgação

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