Campeão de novo, Felipão dispara como técnico mais vencedor do país

Era madrugada no balneário de Cascais, em Portugal, quando o telefone de Felipão tocou. A ligação era de Alexandre Mattos, e o contato despertou o treinador, que não conseguiu dormir mais.

A proposta era de voltar imediatamente ao Palmeiras, clube pelo qual havia sido multicampeão e é ídolo. Após rápida consulta à família, o técnico não demorou muito a aceitar o convite e foi oficializado como novo técnico do Verdão já no dia seguinte.

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A princípio, comandou o time de longe. Paulo Turra e Carlos Pracidelli, seus auxiliares, tiveram a ajuda de Andrey Lopes, assistente permanente do clube, e Wesley Carvalho, treinador do Sub-20, nas duas primeiras partidas, contra Paraná, pelo Brasileirão, e Bahia, pela Copa do Brasil.

A reestreia oficial foi no dia 5 de agosto, diante do América-MG, em Belo Horizonte-MG, pelo Brasileiro. Desde então, Felipão motivou e utilizou com primor o elenco recheado de opções e levou o time às semifinais da Copa do Brasil e da Libertadores. No Nacional, foi muito além: pegou a equipe na sétima posição, ficou mais de um turno sem perder, bateu o recorde de invencibilidade da era dos pontos corridos e se sagrou campeão com uma rodada de antecedência.

Foi o 27º título da carreira de Scolari, que detém a marca de técnico mais vezes campeão na história do futebol brasileiro – fica à frente de treinadores vitoriosos como Vanderlei Luxemburgo (com 23), Givanildo Oliveira (22), Lula (21), Joel Santana (20), Evaristo de Macedo (19), Telê Santana (18), Levir Culpi, Muricy Ramalho (ambos com 16) e Oswaldo Brandão (15), por exemplo.

Felipão começou a carreira como treinador em 1982 no CSA-AL e levantou o primeiro troféu em 1987, pelo Grêmio, quando foi campeão gaúcho. Pelo Tricolor do Sul, conquistou ainda a Copa do Brasil de 1994, o estadual de 1995, a Libertadores de 1995, o Gaúcho de 1996, a Recopa de 1996 e o Brasileiro de 1996.

No Palmeiras, chegou pela primeira vez em 1997 e foi campeão da Copa do Brasil de 1998, da Copa Mercosul de 1998, da Libertadores de 1999 e do Rio-São Paulo de 2000. Em sua segunda passagem, venceu a Copa do Brasil de 2012 e, agora em seu terceiro período, ergueu o Brasileiro em menos de quatro meses no comando.

Além do Grêmio, do Verdão e do inesquecível título mundial de 2002 pela Seleção Brasileira, foi campeão também no Criciúma, no Cruzeiro, no Kuwait, no Uzbequistão e na China, onde ficou de 2015 a 2017 e conquistou três vezes a liga local e uma vez a Champions League da Ásia.

Foto: Cesar Greco / Agência Palmeiras

 

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