A CBF não poderia ter feito isto com o Botafogo e outros clubes da Série C !

A história do WO do Mogi Mirim no último sábado, contra o Ypiranga de Erechim-RJ, já maculou a imagem do Campeonato Brasileiro da Série C, na temporada 2017.

Daqui para frente, vai ser difícil saber se o time de Mogi vai perder os jogos por incapacidade técnica, ou porque, os jogadores resolveram, por conta dos salários atrasados, não se empenharem mais para vencer seus adversários, beneficiando equipes, que ainda buscam a classificação para a próxima fase.

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A possibilidade de haver desistência da competição, gerou pânico em times do Grupo B, da Série C. Entre eles, o próprio Botafogo-SP.

Tudo isso, foi gerado por negligência da Confederação Brasileira de Futebol, que deveria ter acompanhado a situação do Mogi Mirim mais de perto.

Afinal, uma semana antes da partida contra o Ypiranga-RS, os jogadores do Sapão já anunciavam que  não entrariam em campo, pela falta de pagamento de salários.

Bastava enviar um representante da entidade para a cidade, e averiguar a gravidade dos fatos. Confirmado o problema, deveria intervir e pagar parte dos salários, como fez a Federação Paulista de Futebol nesta quarta feira 16.

A FPF, pagou um salário atrasado para cada jogador, menos para Cristiam,  ex-Palmeiras, que segundo o presidente do clube, foi o responsável por comandar a rebeldia dos atletas.

Para receber o dinheiro “emprestado”,  a CBF imporia como condição do não pagamento,  a exclusão da equipe, de qualquer campeonato organizado pela entidade, sendo ela Série C, ou Série D, caso a equipe do Mogi seja rebaixada.

Com esta atitude a CBF, não correria o risco de manchar uma competição organizada por ela. Dinheiro para isto não lhe falta.  É preciso estabelecer  definitivamente uma regra no futebol , “quem não tem competência não se estabelece”.

O Botafogo de Ribeirão Preto é um exemplo.  Para se estabelecer no certame, o Pantera não tem medido esforços para manter os salários em dia e tem recorrido a torcedores para pagar bichos no vestiário.

O tricolor não pode ser prejudicado pela desistência de um time na competição que disputa, ou, ser vitima do desinteresse de jogadores que não recebem salários em dia no seu clube.

É evidente, que a Confederação Brasileira de Futebol, não deve sair pagando folhas de pagamentos atrasadas de equipes de futebol pelo Brasil, mas, este caso do Mogi Mirim é muito especifico, e ocorreu em um  momento estratégico do Campeonato Brasileiro da Série C.

Não estamos falando somente do prestigio de estar na segunda divisão do futebol brasileiro. Estamos falando  também, que o acesso a Série B,  representa um aporte financeiro milionário.  Um clube que disputa a Série B, recebe entre quatro e seis milhões de cota da CBF por temporada.

Portanto, o que aconteceu com o Mogi Mirim, foi de extrema gravidade, envolve acesso, prestígio e  milhões de reais. A entidade que rege o futebol do Brasil, não poderia ter deixado isso acontecer.

Não sabemos ainda, quais serão os quatro times classificados para a próxima fase do Grupo B. Mas fica uma certeza.  Quem ficar de fora, vai alegar que o campeonato de 2017, perdeu sua  credibilidade e sua legitimidade.

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