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Clubes, junto a FPF, devem pressionar Ministério Público para a volta do Campeonato Paulista

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Com o futuro do Paulistão 2021 indefinido após a nova determinação do governo do Estado de São Paulo que prorrogou a paralisação do futebol paulista, até o dia 11 de abril, os clubes temem a perda dos pagamentos referentes às cotas de direito de transmissão, distribuídas pela FPF. Hoje (29), os clubes da Série A1, A2 e A3 junto a Federação, irão se reunir com o Ministério Público para tentar resolver essa questão, já que o Campeonato tem seu fim previsto até o dia 23 de maio e não há muita esperança no adiamento desta data.

A quebra do contrato de transmissão com a Globo geraria para os clubes da elite uma perda ou congelamento do contrato com o montante de 200 milhões de reais, com 80 milhões recebidos entre as equipes até o momento. Esse receio de perda de receita dos clubes explica a aceitação e a ida a outros Estados para disputar as partidas válidas pela competição paulista. Esse prejuízo seria de 30 milhões de reais para os quatro grandes de São Paulo e para os clubes menores ficariam na casa dos 7 milhões, variando de acordo com a participação desses nos jogos de TV aberta e fechada.

UNIMED

Sem uma definição para a volta do Campeonato, um possível alongamento da data pode fazer com que os valores a serem recebidos sejam travados, como aconteceu durante a paralisação do Campeonato Paulista de março a julho de 2020. Além disso, devido à crise financeira instaurado com a pandemia o Grupo Globo diferentemente do ano de 2020, quando dilui o valor a ser pago em pequenas partes até o fim da competição, pode deixar de pagar estes valores se houver uma nova grande paralisação.

Assim, restam poucas alternativas para a FPF dar segmento a competição e terminá-la na data prevista depois da determinação do MP. No primeiro momento o pensamento era, marcar os jogos dos grandes de São Paulo em outros Estados do Brasil, já que esses disputam simultaneamente outras competições que não foram paralisadas. Agora a Federação Paulista estuda encurtar o calendário com as equipes podendo atuar até três vezes em uma semana, algo que pode complicar e muito a situação dos clubes que disputam outros torneios.

O que se entende, ainda mais com a inclusão de novas modalidades nos serviços essenciais, é que a questão se transformou em política e não mais uma questão de saúde. A FPF junto aos clubes confiam nos protocolos impostos para evitar a disseminação do vírus durante as partidas e que com a nova reunião possam chegar a um acordo para que a competição possa voltar até o dia 11 do mês de abril.

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