COB trabalha para enfrentar os desafios de um cenário inédito no Movimento Olímpico

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no telegram
Compartilhar no skype

É hora de recomeçar o trabalho e dar os próximos passos. Após o anúncio da nova data dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que agora serão realizados entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) já iniciou a revisão de seu planejamento, visando definir as seguintes questões: passagens aéreas, hospedagens e acordos com bases e fornecedores. É o recomeço de um trabalho que tem como objetivo oferecer aos atletas todos os serviços de excelência da Missão em Tóquio, desde o brasileiríssimo arroz com feijão até os modernos equipamentos de treinamento.

“Tudo está andando num prazo muito bom. A rápida definição da nova data dos Jogos permite que todo o calendário esportivo mundial se reorganize, protegendo a saúde dos atletas e demais envolvidos nos Jogos. Nosso desejo é que essa fase de afastamento social passe logo para voltarmos à rotina normal, com a retomada dos treinos e a diminuição da ansiedade geral”, diz o diretor geral do COB, Rogério Sampaio.

UNIMED

Os principais desafios do COB para os Jogos de Tóquio no verão de 2021 no Hemisfério Norte envolvem a parte logística. Muitos contêineres com materiais e equipamentos já haviam sido enviados à capital japonesa, enquanto outros estavam alocados em um galpão, com previsão de saída do Brasil para o mês de abril. Além de já ter cancelado essa última operação, o COB vai verificar agora a disponibilidade de locação das mesmas bases que atenderiam o Time Brasil.

“Já iniciamos o contato com nossas bases e fornecedores, comunicando oficialmente sobre o adiamento e informando, de forma antecipada, sobre o interesse de manutenção das parcerias para 2021. Estamos elaborando também o aditamento do contrato com fornecedores de transporte, alimentação e depósitos que tínhamos à disposição no Japão”, explica Rogério, reforçando ainda a necessidade de remarcação das passagens aéreas e hospedagens da delegação brasileira, que deve superar os 400 integrantes (aproximadamente 270 atletas).

“Em uma conversa inicial, a Air Canadá se colocou à disposição para fazer o ajuste nos voos, de acordo com a nossa demanda, mas dependíamos das datas do evento para definir as chegadas e partidas da delegação. Estamos confiantes para seguir com o planejamento”, afirmou o ex-judoca, campeão olímpico em Barcelona 1992.

Outra questão importante envolve a classificação olímpica de atletas e equipes. No caso de modalidades que definem seus representantes via ranking mundial, como judô e caratê, quais ajustes serão feitos nos critérios de qualificação? Atletas que se encontram suspensos, mas que estarão liberados para competir ainda em 2020, poderão voltar à disputa por vagas nos Jogos?

“O processo de qualificação para Tóquio está gerando grandes questionamentos no mundo inteiro. O COI e as Federações Internacionais (FI) devem se manifestar sobre o tema até o início de abril sobre o restante das vagas em disputa”, diz o diretor de Esportes do COB, Jorge Bichara.

“Sobre os atletas suspensos por doping poderem participar dos Jogos, após cumprirem suas punições, é algo mais complexo, que talvez dependa de processos jurídicos. Vamos aguardar a manifestação dos órgãos competentes sobre qual conceito seguir.”

Quanto ao planejamento de treinos dos atletas já classificados – o Time Brasil tem 178 vagas confirmadas até o momento – e dos que ainda buscam sua qualificação, o fechamento dos espaços para treinamento, como os clubes e o Centro de Treinamento Time Brasil (CTTB), sem data prevista para voltarem a funcionar, se mostra um complicador.

A periodização do treinamento, por sua vez, será determinada a partir de agora, com a divulgação oficial da nova data dos Jogos.

“Definida a data da realização dos Jogos, que é a competição-alvo, estabelece-se um cronograma invertido para encaixe das fases de treinamento. É uma situação complexa porque envolve também as competições preparatórias, que praticamente inexistem no calendário atual”, avalia Bichara, que aponta outros focos de atenção para este período de quarentena:

“A extensão desse processo de isolamento social pode gerar um impacto emocional significativo, já que os atletas são pessoas extremamente ativas e não estão acostumados com a reclusão e inatividade que se encontram. Isso, somado às incertezas atuais sobre futuro e decisões pessoais já tomadas, pode gerar situações que merecem nossa atenção. Precisamos acompanhar as reações e analisar a condição de cada um”, finaliza Bichara.

Leia Mais