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Corrida: uma coisa que vicia

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Sabe aquela sensação de dependência, de cada vez querer mais e não conseguir largar de jeito nenhum…  Então, é essa sensação que a corrida traz.

A corrida é um esporte viciante, claro que pelo lado bom da coisa. Não podemos nos tornar totalmente dependentes a ponto de deixar amigos e familiares de lado, mas podemos optar em priorizá-la em algumas ocasiões.

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Quando comecei a correr, corria de 5k a 6k duas vezes na semana. Não tinha ideia do que era o ideal, do que era meia maratona, muito menos maratona. Comecei bem tranquila, como um esporte para me distrair, para manter a forma e etc. Porém, com algum tempo correndo percebi que tinha gostado daquilo, das pessoas, dos treinos e fui me interessando mais.

Toda a galera falando sobre corrida, sobre viagens para correr, sobre treinos, sobre performance, pace, tempo, fortalecimentos, longos… Meu Deus, o que era tudo isso?!

Eu quis descobrir… Comecei a treinar aos finais de semana, fazer treinos mais longos, que exigia mais de mim, e aí fui me descobrindo, descobrindo meu potencial, minha capacidade de evoluir e vi que poderia ir além do que estava acontecendo.

Nos primeiros meses foi difícil, pois era um novo estímulo, um novo esporte e isso exigia adaptações. Nunca tinha corrido na rua e comecei a correr, ou seja, mais atenção, mais concentração. Sentia sede no começo, pois ainda nem sabia o que era cinto de água. Duração da corrida? Nem marcava, apenas fazia o percurso que era proposto.

Pois bem, o tempo foi passando , fui treinando, fazendo provinhas de 5k, 6k e até parti para os 10k, que no início para mim era uma distância desafiadora  e era difícil acreditar que um dia eu correria 10k. Via meus amigos fazendo longos, treinando para meia maratonas e isso foi começando a me encantar.

Depois de um ano correndo fiz meu primeiro longo. Era um treinão para ir correndo até Serrana, cidade vizinha de Ribeirão Preto, há uns 17 quilômetros. Sai de casa com a intenção de fazer 10k, o que já era difícil para mim e eu tinha como um desafio, porém, meu pai, chegando lá onde iria largar, viu que a galera ia até Serrana e fez uma proposta para que eu tentasse fazer os 17km, caso contrário, como ele estaria de carro ao meu lado, eu entraria no carro e beleza.

Fui e encarei o desafio. Completei meus primeiros 17km em 1hr44min, o que para mim na época foi uma superação e uma vitória e foi o que me abriu a chavinha para gostar de longas distâncias.

Depois desse dia, comecei a aumentar as distâncias percorridas em treinos e passei a levar a corrida mais a sério, não perdendo nenhum treino e colocando a corrida como prioridade. E assim me inscrevi para minha primeira meia maratona, que aconteceria em outubro de 2016 em São Paulo.

Preparei-me muito, compareci em todos os treinos e fiz a minha primeira meia maratona em 1hr56min25seg. Depois disso, descobri que era exatamente isso que eu queria para minha vida. Deixei de lado o tênis, que era um esporte que eu tinha comigo há um bom tempo e parti de corpo e alma para a corrida, que foi o esporte que me encontrei.

Como nunca nos contentamos com uma prova só e já acabamos uma querendo outra, me inscrevi para mais provas em 2017, treinei melhor e nesses mesmos 21km, um ano depois, completei em 1hr49min, o que me deu mais certeza de que eu estava no lugar certo e que eu queria evoluir.

Sem chances de voltar atrás neh?! É prova atrás de prova, treino atrás de treino e emoção atrás de emoção. Nunca acreditei que chegaria aonde cheguei e agora comprovo, certamente, que isso é viciante.

São inúmeras provas de 5k,6k e 10k e mais 13 meia maratonas até o momento, mas já com várias na lista e uma maratona. Hoje sou ASICS FRONTRUNNER, que é uma comunidade mundial de atletas da marca ASICS que incentivam o esporte e toda minha rotina compartilho em meu instagram @ana_runner.

Se isso não é um vício, não sei o que é. Mas posso dizer com toda certeza do mundo que é o melhor vício e o que eu quero sempre ter.

Gratidão é a palavra para tudo isso.

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