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Desemprego atinge 13,8% da população de maio a julho e é o maior da série histórica

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A taxa de desemprego da população brasileira alcançou 13,8% no trimestre encerrado em julho deste ano. Em resumo, este foi o nível mais alto do indicador desde o início da série histórica, em 2012. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um crescimento de 1,2 ponto percentual quando comparado ao trimestre de fevereiro a abril deste ano. Neste período, a taxa de desemprego foi de 12,6%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a diferença foi ainda maior, já que a taxa de desocupação foi de 11,8% de maio a julho de 2019. 

Além destes dados, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) também trouxe informações sobre a população desocupada do país. No trimestre finalizado em julho, havia 13,1 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Em suma, a taxa ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior, que possuía 12,8 milhões de desocupados. Já em relação ao mesmo trimestre de 2019, houve uma alta de 4,5%, o que representa um acréscimo de 561 mil pessoas sem ocupação. 

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Simultaneamente, a população ocupada atingiu o menor patamar da série histórica. No trimestre de maio a julho, havia 82 milhões de pessoas ocupadas. Em resumo, a taxa foi 8,1% menor quando comparada ao trimestre anterior. Ou seja, 7,2 milhões de pessoas a menos com alguma ocupação. Contudo, mesmo sendo o menor nível atingido, houve uma desaceleração do percentual de queda. 

Taxa de subutilização é a maior já registrada na pesquisa

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De acordo com os dados da PNAD Contínua, a taxa de subutilização foi recorde no trimestre pesquisado, assim como a taxa de desemprego. O indicador atingiu 30,1%, crescendo 4,5 pontos percentuais em comparação com o trimestre anterior. Neste período, a taxa foi de 25,6% de subutilização. 

Da mesma maneira, o nível da população subutilizada também foi recorde, subindo 14,7% quando comparado ao trimestre anterior. Em outras palavras, houve 32,9 milhões de pessoas subutilizadas no trimestre de maio a julho deste ano. O crescimento foi de 4,2 milhões de pessoas em relação ao trimestre de fevereiro a abril. Leia Também:

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A pesquisa também mostrou que a população na força de trabalho foi a menor da série histórica, atingindo a taxa de 95,2 milhões. Este valor é 6,8% menor que o trimestre anterior. Já a população fora da força de trabalho teve alta de 11,3%, alcançando 79 milhões de pessoas, um recorde para o indicador. Em relação ao mesmo trimestre de 2019, o crescimento foi ainda maior, de 21,8%. Em resumo, 14,1 milhões de pessoas a mais fora da força de trabalho. 

Outro nível nunca antes atingido foi o da população desalentada, que teve alta de 15,3% em relação ao trimestre anterior. Dessa maneira, houve 5,8 milhões de pessoas nesta situação. 

No setor privado, o número de empregados com carteira de trabalho assinada também foi o menor já registrado pelo levantamento, estimado em 29,4 milhões. A queda foi de 8,8% quando comparado ao trimestre de fevereiro a abril. O número dos trabalhadores domésticos caiu 16,8%, o que corresponde a 931 mil pessoas. Igualmente, este foi o menor nível já pesquisado, compreendendo 4,6 milhões de pessoas. 

Por fim, o rendimento médio real habitual subiu 4,8% em relação ao trimestre anterior. Ou seja, nem todos os dados foram negativos no trimestre de maio a julho.

Brasil 123

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