Em 20% dos casos pode acontecer um infarto sem haver a conhecida dor no peito.

Uma forte dor no peito ao longo de 20 minutos e que se espalha para o braço esquerdo ou ombros. Esse é um dos sintomas mais comuns detectados em casos de infarto. Mas nem sempre o infarto se manifesta assim, e muitos pacientes desconhecem outros sinais. Uma em cada cinco pessoas pode sofrer infarto sem apresentar a dor torácica.

Como é sabido, reconhecer os sintomas rapidamente é importante para aumentar a chance de uma boa recuperação. Entre os sintomas atípicos estão: cansaço, falta de ar (mesmo durante atividades leves ou mesmo em repouso), palpitação no peito, suor frio excessivo na parte superior do corpo, dor no estômago (às vezes com sensação de que ela se espalha pelo pescoço ou mandíbula), palidez, ânsia de vômito e azia.

Mas como saber se um sintoma comum como cansaço ou azia são prenúncio de um infarto ou um desconforto como tantos outros? “Todos esses sintomas podem ocorrer de forma isolada, mas o mais comum é ocorrer uma combinação entre eles. Uma característica marcante é o início da apresentação, que habitualmente é repentina. A pessoa consegue indicar com exatidão o dia e a hora em que os sintomas começaram”, explica o Dr. Silvio Gioppato, coordenador médico-científico dos serviços de Cardiologia Invasiva do Hospital Vera Cruz de Campinas.

Pessoas mais propensas aos sintomas incomuns

Qualquer um está sujeito a tais sintomas, mas existem grupos que devem ficar mais atento. Um dos principais inclui as mulheres. Nelas, os sintomas costumam se diferenciar dos homens. Em vez de formigamentos no braço e forte dor no peito, o infarto tende a causar fadiga intensa, náuseas e dor no estômago. “Não raramente, a mulher minimiza a intensidade dos sintomas, bem como os atribui a outras causas, como noite mal dormida ou doença simples e passageira, retardando assim o diagnóstico”, conta Gioppato.

Portadores de diabetes também precisam ficar alertas, pois distúrbios da função sensitiva decorrentes da doença alteram a sensação de dor. “O diabetes é a principal causa de uma condição clínica conhecida como neuropatia diabética, em que a função dos nervos periféricos está comprometida, alterando ou anulando a percepção de dor. Com isso, o paciente corre maior risco de desenvolver uma apresentação atípica do infarto”, aponta o cardiologista.

Por fim, os idosos, principalmente acima dos 80 anos, também apresentam insensibilidade dos nervos periféricos, o que pode modificar a sensação de sintomas.

Se você se encaixar nessa descrição, procure logo um médico, principalmente se você apresentar outros fatores de risco conhecidos para doenças cardíacas, como colesterol alto, hipertensão arterial e histórico familiar de enfermidades cardiovasculares.

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Foto – Clinica Reativação.

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