Há 27 anos, Corinthians superava o Palmeiras com provocação de Viola

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Por Luiz Minici,

Corinthians e Palmeiras sempre protagonizaram grandes confrontos, ainda mais quando o assunto é decisões estaduais. Há exatos 27 anos, as equipes se enfrentaram pela primeira partida da final do Campeonato Paulista e a vitória corintiana, por 1 a 0, ficou marcada pela comemoração do atacante Viola, criando ainda mais expectativa para o confronto derradeiro em 12 de junho, que encerraria um tabu de 16 anos sem títulos palmeirense.

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Naquele ano, a primeira fase era composta por dois grupos -Verde e Amarelo. O Grupo Verde era formado pelas 16 melhores equipes do estadual de 1992, onde os seis primeiros avançariam à segunda fase. Já o Grupo Amarelo reunia as 12 outras equipes da edição anterior além de São Caetano e Taquaritinga, recém-promovidos. Apenas os dois líderes se juntariam aos outros seis classificados.

Já na segunda fase, os oito classificados eram divididos em duas chaves e apenas o campeão de cada lado ficaria com a vaga, definindo o título em dois confrontos. Sendo assim, após duas etapas, Palmeiras -dono de melhor campanha geral- e Corinthians avançaram à decisão. Por conta do regulamento, caso ocorresse um empate na pontuação das duas partidas, seria necessária a realização de uma prorrogação. O clube de melhor campanha na classificação geral, neste caso o Palmeiras, teria a vantagem do empate durante o tempo extra.

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O primeiro embate
A primeira partida da decisão aconteceu no dia 6 de junho, no estádio do Morumbi, para um público de mais de 90 mil pessoas. Quando a bola rolou, muita tensão e poucas oportunidades de gols aconteceram. Sendo assim, a bola parada passou a ser um ponto forte e o Corinthians apostava na qualidade das cobranças de Neto, o Xodó da Fiel, para buscar o tento.

Impondo uma marcação forte, o Corinthians começou a pressionar o Palmeiras, que demonstava tensão, já que havia a responsabilidade pela quebra de um incômodo tabu de 16 anos sem títulos. Mais solto, os corintianos levaram a melhor ainda na primeira etapa. Paulo Sérgio sofreu falta de Roberto Carlos pelo lado direito do ataque corintiano e Neto foi o responsável pela cobrança. O camisa 10 fez a bola passar por toda a extensão área até encontrar o pé esquerdo de Viola, que surpreendeu Sérgio e Mazinho e colocou o Alvinegro em vantagem.

Na comemoração, o ex-centroavante corintiano imitou um porco, termo que era usado como provocação aos palmeirenses. Após o segundo e derradeiro confronto, com o título ficando com o lado palmeirense, o elenco alviverde afirmou que a atitude de Viola motivou ainda mais para a partida final.

Ainda na primeira etapa, Paulo Sérgio quase ampliou para o Corinthians, enquanto Roberto Carlos assustou Ronaldo em cabeçada após cruzamento de Maurílio, que substituía Evair, poupado por conta de uma lesão. Neto ainda chutou com perigo à trave de Sérgio no fim do primeiro tempo.

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Na segunda metade, o Palmeiras melhorou e Zinho, Edílson e Edmundo pararam em Ronaldo. Aos 22 minutos, Moacir e Amaral se envolveram em uma confusão e ambos foram expulsos pelo árbitro Dionísio Roberto Domingos. Apesar de algumas tentativas, o Corinthians confirmou a vitória na primeira decisão do Campeonato Paulista de 1993.

Ficha Técnica:
Corinthians 1 x 0 Palmeiras – Campeonato Paulista – Final

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo;
Data: 6 de junho de 1993;
Público: 93.736;
Renda: Cr$ 15.789.250.000,00;
Árbitro: Dionísio Roberto Domingos;
Cartão Amarelo: Marcelo Djian, Leandro Silva, Tupãzinho e Neto (C); Evair e Edmundo (P);
Cartões vermelhos: Moacir (C) e Amaral (P);
Gol: Viola 13’ do primeiro tempo.

Corinthians: Ronaldo, Leandro Silva, Marcelo Djian, Henrique e Ricardo; Ezequiel, Moacir e Neto (Marcelinho Paulista); Paulo Sérgio, Viola e Adil (Tupãzinho). Técnico: Nelsinho Baptista.

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio (Jean Carlo), Amaral e Edílson; Edmundo, Maurílio (Evair) e Zinho. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

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