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Há muitos tipos de investimentos, mas apenas duas categorias: renda fixa e renda variável. Entenda!

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Falamos anteriormente aqui sobre uma lista de fatores que devemos olhar antes de decidir investir. Acontece que apenas decidir investir nem sempre é suficiente. Sim, podemos confiar em alguém que “entende mais” e administrará nosso dinheiro sozinho, mas é fundamental termos algum conhecimento básico sobre o tema, para evitar ver nosso dinheiro destinado a ativos que não têm nada a ver com a gente, podendo levar a perdas e frustações. Nesse sentido, um dos conceitos principais que devemos entender é a diferença entre renda fixa e renda variável!

Na renda fixa, o seu dinheiro é emprestado para alguma instituição ou um conjunto de operações. Na poupança, por exemplo, você empresta seu dinheiro ao banco, que o utiliza para manter ou aperfeiçoar suas atividades. Então, mensalmente, o banco te retorna um pequeno valor, chamado rentabilidade.

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Nos demais ativos de renda fixa, é a mesma lógica: no Tesouro Direto, você empresta seu dinheiro para o Governo Federal. Nos CDBs, para bancos. Nas debêntures, para empresas. NosCRAs, para operações do Agronegócio, e por aí vai.

O mais importante a se entender na renda fixa é que, quando você compra um ativo desse tipo, você já sabe quanto seu dinheiro vai variar. Por exemplo: se você compra um título do Tesouro Direto Prefixado 2026, em que na tabela consta uma rentabilidade de 6,89% ao ano, você já conclui que, ao final de um ano, seu investimento inicial terá aumentado em 6,89%.

Existem também ativos pós-fixados, que variam tendo como base um índice. No caso do Tesouro Direto, por exemplo, temos o Tesouro IPCA+2026: na tabela, ele consta com uma rentabilidade de “IPCA + 2,64% ao ano”. Ou seja, em um ano, seu dinheiro variará o percentual correspondente à variação da inflação IPCA no ano, mais 2,64%!

Na renda fixa, as chances de perder dinheiro são bastantes baixas. Alguns ativos (como CDBs, LCI, LCA, LC) são inclusive garantidos pelo FGC, associação de bancos que garantem a restituição dos valores investidos em até R$ 250 mil, caso a instituição financeira entre em falência. Seus ativos também costumam possuir rentabilidades menores, devido à maior segurança.

Já na renda variável, a história é diferente. Nela, os ativos variam de valor o tempo todo, tendo como base a lei de oferta e demanda (quanto mais pessoas querem comprar um ativo sem muita oferta,, mais caro ele fica).

São exemplos de renda variável: ações, fundos imobiliários, ETFs, opções, câmbio, etc. Nesse caso, você negocia com outros investidores esses ativos e não sabe exatamente qual rentabilidade terá, ou se terá prejuízo. Por não possuir previsibilidade, é possível que renda percentuais altíssimos, mas também gere prejuízos. É necessário, portanto, estar preparado para essas variações e, especialmente, operar em renda variável apenas com valores que não serão necessários para você no curto prazo.

Colunista Bia Felippini. Acompanhe mais dicas sobre educação financeira. @biainvest

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