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Inflação é três vezes maior entre os mais pobres em comparação aos mais ricos

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A taxa de crescimento da inflação subiu 0,98% entre as famílias que possuem renda mensal de até R$ 1.650,00. Por outro lado, o aumento foi bem menos expressivo entre as famílias com renda mensal superior a R$ 16.509,66, de 0,29%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou as informações nesta quarta-feira, dia 14. 

De acordo com a pesquisa, o aumento da inflação acumulado em 2020 para os mais pobres é de 2,52%. Esse valor é 12 vezes maior que o crescimento da inflação entre os mais ricos, que ficou em 0,21%. 

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Alta nos alimentos puxa crescimento da inflação entre os mais pobres 

Em resumo, a alta expressiva no preço dos alimentos é a principal responsável pelo resultado observado. Segundo o Ipea, isso acontece porque o grupo de alimentos possui o maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres. Ou seja, há uma pressão inflacionária mais acentuada para pessoas desse segmento de renda. 

Em setembro deste ano, quase 75% da inflação entre as famílias mais pobres é consequência da alta nos alimentos e bebidas. O Ipea destaca o aumento do arroz (18%), do óleo (28%) e do leite (6%), que puxaram a alta da inflação. 

Da mesma maneira, de janeiro a setembro deste ano, houve alta de 9,2% no preço dos alimentos. Os destaques, mais uma vez, ficam para as variações do óleo de soja e do arroz, que subiram 51% e 41%, respectivamente. Além desses, também contribuíram para o resultado o aumento de 34% no valor do feijão e de 30% no preço do leite. Leia Também:

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O levantamento também apresenta a evolução da taxa de inflação em outros serviços, além dos alimentos. Por exemplo, houve uma queda de 55% em relação às passagens aéreas, de 9% nos preços de hospedagem e de 1,7% nas mensalidades das creches. Nesse caso, como as famílias mais ricas utilizam bem mais o seu orçamento nestes serviços do que as famílias mais pobres, a inflação tende a crescer de maneira mais tímida. Ou seja, a desaceleração dos preços destes serviços permite mais alívio inflacionário para a faixa de renda mais alta. 

Por fim, a taxa de crescimento da inflação nos últimos doze meses apresentou aceleração em todas as faixas de rendimento. Contudo, o maior incremento atingiu as famílias de renda mais baixa, com alta de 4,31%. Já as famílias mais ricas sofreram com alta de 1,81%.

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