Minha primeira meia maratona (21km)

21km? Que loucura! Nunca vou conseguir correr essa distância! Esse povo que corre é doido! Quase duas horas correndo? Nunca!

E hoje já são 13x 21km!

Casa Verde Sala

 

 

Quando comecei a correr com o grupo de corrida da academia, via meus amigos se organizando para ir correr longos e meia maratonas. Olhava aquilo com um ar de curiosidade, mas também como algo distante. Pensava comigo: Não corro nem 6km direito imagina 21km??!

Porém, o bichinho da corrida me atacou muito forte, forte mesmo e acho que isso é bem comum na vida de quem começa a correr. Dá gosto, vira rotina, vira um estilo de vida. E foi isso que aconteceu.

Comecei a me animar na corrida, a aumentar a distância para acompanhar amigos nos treinos e me apaixonei pelas longas distâncias.

E assim me inscrevi na minha primeira meia maratona! Mas tinha um porém: quando fui fazer a inscrição eu ainda tinha 16 anos e na corrida eu teria 17, e para fazer meia maratona a idade mínima é 18 anos! E agora, o que fazer??

Meus pais sempre me apoiaram no esporte e agora não podia ser diferente. Inscrevi-me com o nome da minha mãe e fui correr. Sei que é errado correr com o número de peito de outra pessoa, porém eu não tinha outra opção a não ser essa, ou eu teria que esperar mais 2 anos …essa opção foi a primeira descartada.

Enfim, me inscrevi com o nome da minha mãe e ela foi comigo nessa primeira meia maratona. A escolhida foi a W21k. Uma das coisas que sempre penso quando quero fazer uma distância pela primeira vez; escolher uma prova especial e escolhi essa porque era só para mulheres e porque umas amigas da corrida iriam e sempre ouvi falar muito bem.

Pois bem, minha preparação para essa prova foi bem tranquila, no começo eu não tinha planilha de corrida individual, então fazia o treino que o grupo todo fazia e aos finais de semana dava uma estendida no treino e fazia uns longuinhos.

Sobre minha alimentação para isso: eu sempre me alimentei muito bem, então não foi o problema. Aumentei a hidratação e seguia uma dieta com uma nutricionista; nada de tão anormal.

Chegando o dia da corrida, reduzi um pouco os treinos e fui para a prova.

Já na retirada do kit me emocionei e fiquei mais ansiosa ainda por essa conquista que viria acontecer. E é aqui que a prova começa, já na retirada do kit. Toda a galera falando da corrida, de seus tempos, paces, e eu perdidinha, porque no começo eu não entendia nada, mas estava confiante e segura por ter pessoas que eu gostava comigo nessa corrida e que me deram todo o apoio.

Fiz o clássico de pré-provas que eu estava acostumada que era comer carboidrato: e isso trago comigo desde quando jogava tênis.

No dia da corrida saímos cedinho para a largada. Aquela loucura de mulheres, filas para ir ao banheiro, minha primeira prova fora de casa e ansiedade começa a bater. É uma ansiedade maravilhosa e uma sensação que eu me apaixonei, tanto é que quis fazer mais algumas muitas provinhas neh hahaha.

Na largada soltaram-se bexigas ao som de Dog Days are Over, uma música que ficou marcada em minha vida na corrida e ouço-a sempre para me dar energia.

Começou a corrida, passaram um, dois, três quilômetros e tudo era lindo; as pessoas correndo, se divertindo e os quilômetros iam se passando sem eu perceber. Nos postos de hidratação eu pegava água e tomava todinha .

Dica 1 : não faça isso, tome colinhos; eu fiquei lotada de água é óbvio, minha barriga inchou e deu muita vontade de fazer xixi: mas não fui ao banheiro, porém no finalzinho da prova incomodou.

Lá pelo 12º quilômetro umas moças estavam com um palito na mão e um creme na ponta. Elas estavam avisando que não era de comer, porém eu estava com música e não escutei. Pensei comigo: deve ser cocada e comi. AHHH, não era cocada era alguma outra coisa que eu nem sabia o que era e nem para que servia. Depois que descobri que era vaselina e que isso servia para não assar.

Dica 2: cuidado quando correr de fone. Atente-se ao que as pessoas estão falando e o que está acontecendo a sua volta.

Pensei que passaria mal ou algo do tipo, mas apenas deu vontade de ir ao banheiro. Só. Porém consegui segurar até o fim, diminui o ritmo um pouco, recuperei e segui.

Estava me divertindo muito, sorrindo para as fotos e curtindo cada momento daquele sonho que estava se realizando e mal sabia eu que viriam muitas e muitas.

A W21k acaba na raia da USP e esse final é lindo. Entrando lá, toda a galera esperando e gritando e ainda aquele piso maravilhoso de pista de atletismo para podermos acabar do melhor jeito possível.

Enfim, cruzei a linha de chegada. 1hr56min25segundos. Foi lindo, foi emocionante e me deixou com um gostinho de quero mais. Eu sabia que não acabaria por ali e não acabou mesmo. Tinha muito mais para acontecer.

Toda essa realização deve aos meus pais que sempre me apoiaram, ao meu treinador na época, Bruno Parreiras, e a galera do grupo Run4Fun de Ribeirão Preto que sempre me incentivaram muito.

Esse era só o começo de uma grande jornada.

 

 

Ana Runner.

Tonin 700
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