“Eu não sou mercenário, sou pai de família”, afirma Paião após pedir demissão do Botafogo

O preparador físico do Botafogo-SP, Luiz Fernando Paião, pediu demissão do clube alegando atrasos de pagamento. Segundo ele, além de salários, o clube também não fez o pagamento do 13º salario de 2016 e não estava depositando alguns direitos trabalhistas.

O profissional trabalhava no Botafogo há 10 anos e participou de campanhas históricas como o titulo da série D e o vice da Copa Paulista.

Em entrevista ao programa W Sports News, exibido todos os dias na TV RP, canal 9 da NET, Paião afirmou que não guarda mágoas do clube e garante não ser mercenário.

“Ontem teve uma repercussão muito grande a notícia da minha saída. Infelizmente aconteceu e precisou ser desta forma. São 10 anos de serviços prestados. Tudo o que eu disse é verdade, tenho documentos para provar. Eu não quero me propagar em cima do Botafogo, não quero ser justiceiro, eu simplesmente procurei os meus direitos. Todos sabem o que está acontecendo lá e poucos tem coragem de falar. Sou muito grato ao clube e a tudo o que ele sempre fez por mim, a projeção que tive, mas alegar que eu estou saindo por não ter aumento de salários não é verdade. Eu não sou mercenário, sou pai de família”, afirmou Paião.

O preparador físico garante que não pediu aumento salarial e que tentou várias vezes negociar os atrasos.

“Eu estou sim com todos os meus vencimentos em atraso, alguns direitos trabalhistas também e eu tenho tentado conversar com a diretoria a mais de um ano, mas infelizmente eu não fui ouvido. Chega uma hora que é preciso tomar uma decisão”, finalizou Paião

Questionado sobre o desligamento de Paião, o diretor de futebol Botafoguense, Fernando Henrique Gelfuso, alegou que o profissional havia solicitado um reajuste em seu salário, entretanto segundo Gelfuso a realidade não permitiria uma melhora neste momento.

“A cerca de um mês atrás ele nos procurou e falou da necessidade de ter uma valorização do seu trabalho. Nós reunimos toda comissão técnica no sábado e passamos para eles que o momento que o Botafogo vive não é diferente do momento que o país vive e que por mais que nós entendêssemos que todos mereciam um reconhecimento pelos serviços prestados, nesse momento não haveria possibilidade de o clube dar nenhum tipo de aumento”, afirmou Gelfuso.

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