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Supersexta do atletismo fecha a noite com duas pratas e um bronze para o Brasil

Escrito porWsports 10 10America/Sao_Paulo setembro 10America/Sao_Paulo 2016

Fabio Bordignon e Verônica Hipólito garantiram vaga no pódio nos 100m das classes T35 e T38; Izabela Campos foi bronze no lançamento do disco na F11

Supersexta do atletismo fecha a noite com duas pratas e um bronze para o Brasil

Verônica Hipólito e sua medalha de prata conquistada nos Jogos Rio 2016 (Foto: MPIX/CPB/Márcio Rodrigues)

A supersexta do atletismo nos Jogos Rio 2016 foi um sucesso para o Brasil. Logo nas primeiras provas do fim da tarde, no Estádio Olímpico, atletas brasileiros garantiram duas medalhas: com Fabio Bordignon, nos 100m rasos classe T35, e com Verônica Hipólito, nos 100m rasos T38. Mais tarde, Izabela Campos levou o bronze no lançamento do disco F11. Pela manhã, Daniel Martins já tinha ganhado o ouro nos 400m T20, num prenúncio de que o dia seria ótimo.

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Pratas na velocidade

Ex-jogador de futebol de 7 – tendo inclusive feito parte da seleção brasileira nos Jogos Londres 2012 -, Fabio largou na frente na primeira prova da noite, os 100m classe T35. Mas ele foi ultrapassado no meio da distância pelo ucraniano e recordista mundial Ihor Tsvietov, que levou o ouro com 12s31, pouco acima de sua melhor marca, os 12s12 que marcou nas eliminatórias.

Fabio, que disputa os Jogos Paralímpicos pela primeira vez no atletismo, levou a prata, com 12s66, e o argentino Hernan Barreto completou o pódio, com o tempo de 12s85.

“O significado dessa medalha é muito grande. Ela coroa as coisas que aconteceram na minha vida no passado. A minha mudança de modalidade, do futebol de 7. O atletismo é uma modalidade na qual eu não sabia que tinha talento, mas graças aos meus familiares e técnicos, eu vi que tinha. Eles investiram em mim, e a medalha veio como prova de que eu tinha talento”, comemorou o brasileiro.

Nas disputas femininas dos 100m classe T38, o Brasil teve duas representantes na final. Verônica foi quem se saiu melhor, marcando 12s88 para ganhar a prata, atrás da britânica Sophie Hahn, que levou o ouro com 12s62. A também britânica Kadeena Kox, que marcou 13s01, levou o bronze. Jenifer Santos ficou em oitavo, com 13s61.

“Em qualquer corrida, em qualquer coisa na vida, você tem que pensar que pode ser melhor. Mas o que aconteceu hoje foi incrível: eu sou medalhista Paralímpica com 20 anos! Fazia muito tempo que eu não competia com as minhas adversárias mais fortes, mas isso também me fez chegar com sangue nos olhos. Eu nunca imaginei que poderia correr na casa dos 12s80, nunca imaginei que fosse receber vibrações tão boas. Foi maravilhoso”, vibrou a brasileira.

Torcida brasileira marcou presença no Estádio Olímpico nesta sexta (Foto: Getty Images/Atsushi Tomura)

Bronze no lançamento do disco

Mas não foram só as provas de velocidade que levaram o Brasil ao pódio. No lançamento de disco da classe F11, Izabela Campos conquistou o bronze com a marca de 32,60m. O ouro e a prata foram para a China, com Liangmin Zhang, que obteve a marca de 36,65m, e Hongxia Tang, com 35,01m.

Não deu para Terezinha

A bom público do Estádio Olímpico gritou em alto e bom som: “ah é Terezinha, ah é Terezinha”. Mas Terezinha Guilhermina, um dos maiores nomes do para desporto brasileiro, dona de seis medalhas, deixou de ser a mais rápida do mundo em sua categoria. Na final dos 100m rasos T11, ela foi superada pela inglesa Libby Clegg (11s96), que foi seguida pelas chinesas Ghohua Zhou (11s98) e Cuiqing Liu (12s07). Em quarto lugar, ela acabou sendo desclassificada.

Quem também não conseguiu medalhas na supersexta do atletismo foi Alice Corrêa Oliveira, que chegou em quarto lugar também nos 100m rasos, só que na categoria T12. Mesma posição de Ariosvaldo Fernandes nos 100m T53. No lançamento de dardo, Edevaldo Silva conseguiu o sétimo lugar geral na final da classe F44. No salto em altura, Flávio Reitz ficou fora da disputa por medalha ao não ultrapassar a marca de 1m77.

Alice Corrêa Oliveira ficou em quarto, fora do pódio (Foto: Getty Images/Atsushi Tomura)

Retardatário acolhido pelos brasileiros

Uma cena que traduz a importância de se competir, acima de qualquer coisa, aconteceu no Estádio Olímpico. Na classificatória dos 5.000m T54, desde as primeiras voltas o dinamarquês Ebbe Blichfeldt foi ficando para trás, para trás… até que levou uma volta do pelotão da frente. Assim que percebeu a dificuldade de Blichfeldt para completar a exaustiva prova, em que os atletas competem em cadeira de roda adaptada, ele foi prontamente acolhido pelo público. Com direito a efusivos aplausos, sua chegada  (11min42s20) foi muito mais comemorada que a do vencedor da bateria, o suiço Marcel Hug (10min20s17).

Mais recordes

Jonnie Peacock comemora ouro com direito a recorde mundial (Foto: Getty Images/Matthew Stockman)

A noite de sexta foi fechada pelo ouro do britânico Jonnie Peacock na prova dos 100m T44. Ele ainda baixou seu recorde Paralímpico, que tinha sido estabelecido na prova classificatória.  Na final, ele registrou o tempo de 10s81, contra os 10s90  que sustentava antes. Esta é a segunda medalha Paralímpica de Peacock, que tinha vencido a mesma prova nos Jogos Londres 2012.

Outra estrela do atletismo que brilou na supersexta foi a cubana Omara Durand, que conquistou a medalha de ouro nos 100m T12 com direito a recorde mundial: 11s40. É o terceiro ouro Paralímpico da carreira dela, que tinha vencido os 100m e 400m T13 em Londres 2012. Ela ainda tem a chance de conquistar mais dois ouros no Rio 2016, pois vai correr as provas dos 200m e 400m T12.

Confira o calendário do atletismo no Rio 2016

Foto: Rio 2016
Fonte: Rio 2016

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