“Nós achamos que o remédio foi de acordo com a doença”, afirmou Gerson sobre rescisões

“Estava presente em Erechim, os jogadores cometeram ato de indisciplina e foram desligados, por decisão conjunta da comissão técnica, da diretoria do Botafogo e do Botafogo S/A. Foi uma decisão tomada por todos os órgãos envolvidos neste processo”, afirmou Gerson Engracia Garcia iniciando coletiva onde falou sobre o episódio em Erechim que culminou nas rescisões de Guilherme Garré, Everton Heleno e Jheimy.

Tranquilo, Gerson conduziu a entrevista sem dar grandes detalhes. Mas, passou segurança ao afirmar que a punição foi à altura dos atos cometidos pelos três jogadores. Em determinados momentos de sua fala, garantiu ter feito o que considera o melhor para o clube.

“Neste caso específico, nós achamos que merecia em função do grupo. A melhor decisão que achamos foi esta. Considerando o ato de disciplina que foi cometido, considerando o perfil dos atletas, do elenco e da comissão técnica, essa foi a melhor decisão a ser tomada. Não foi uma coisa simples, mas não vamos expor ninguém. No nosso entender foi uma falta grave”.

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Gerson também foi categórico ao afirmar que os jogadores estavam a serviço do clube, portanto, não estavam de folga. “Os jogadores não estavam de folga, eles foram liberados para sair e jantar fora de acordo com cada um. Mas eles estavam a serviço do Botafogo. Estavam em um hotel pago pelo clube. Despesas pagas pelo Botafogo. No período que eles saíram e voltaram ao hotel eles poderiam fazer o que quisessem, mas, da porta para dentro, tem que seguir as normas do Botafogo. E nós não vamos transgredir esses nossos conceitos”.

“Nós achamos que o remédio foi de acordo com a doença. Não vamos expor os atletas porque eles são seres humanos, tem carreira, tem família. Mas estamos dando um recado para os que virão, e outros virão, que aqui a coisa é séria. Aqui vai ter que ser profissional, será tratado como profissional”, pontuou Gerson sobre a postura do clube, afirmando ainda que os outros jogadores que saíram não estavam envolvidos no ocorrido. “Os outros sete não foram punidos porque não cometeram atos de indisciplina. Foram liberados, chegaram cedo e cumpriram o que estava estabelecido.

O presidente sabe que não é possível contratar apenas “santos” em seu elenco. Mas não é isso que ele pensa sobre o episódio. “Não queremos santo. Cada um nos seus horários de folga faz o que quiser, mas enquanto estiverem a serviço do Botafogo não vão fazer.

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Grande parte da torcida botafoguense se preocupa com os próximos jogos do clube, que é o líder de sua chave na Série C e perdeu três jogadores considerados titulares. Muitos acreditam que a rescisão foi um “erro” ou uma “precipitação” da diretoria Tricolor. Gerson tratou de tranquilizar e reafirmar sua responsabilidade diante de um clube desta grandeza.

“Se fosse uma garantia que o Botafogo ia subir com a presença deles… se vocês tiverem essa garantia… O que dói é no presidente, ou ano passado alguém responsabilizou os jogadores quando nem passou de fase?. Nós somos os responsáveis pelo sucesso e pelo insucesso. Sempre”.

Citando o caso Alemão, atacante que passou pelo clube em 2016, Gerson comentou sobre o momento do clube, reiterando que a S/A teve seu papel na maneira que o caso foi levado, mas ainda sim, garantiu que o Botafogo “nunca teve medo de fazer”.

“Passa sim por um sentimento de profissionalização. O Botafogo está fazendo de tudo para dar condição de trabalho aos seus atletas, profissionalizar todos os seus setores. Não podem ser tradados como crianças, não que sejam más pessoas, mas erraram, erraram feio e estão pagando o preço por isso. Mas nós nunca tivemos medo de fazer (se referindo ao Alemão)”.

Foto: WSports

 

 

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