O reencontro do narrador fã com o ídolo: Wilson Rocha e Osmar Santos representam duas gerações

Esta semana o locutor esportivo Wilson Rocha, reencontrou o ídolo e amigo Osmar Santos. O encontro aconteceu por causa do lançamento do projeto social Super Ação, que oferece de forma gratuita atividades físicas e culturais para pessoas com deficiência.

O ex locutor esportivo da Rádio Globo de São Paulo, foi um dos convidados de honra.  No dia 22 de dezembro de 1994, Osmar Santos sofreu um grande acidente de carro no KM 473 da rodovia Transbrasiliana , próxima a cidade Getulina, região noroestes do estado de  São Paulo.

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Sua Mercedes de placa BNG 3251, entrou na traseira de um caminhão boiadeiro que fazia uma manobra ilegal na pista. O motorista não prestou socorro e se evadiu o local. Horas depois, foi encontrado pela policia. Osmar recebeu seus primeiros atendimentos na Santa Casa de Lins e em seguida foi transferido para o hospital  Albert Einsten na capital paulista.

O “Pai da Matéria”, como era chamado, chegou a ser considerado por muitos anos  o melhor locutor esportivo do rádio brasileiro.  O dono de jargões como “ripa na chulipa” e “pimba na gorduchinha “, também era influente na política. Participou do movimento pela “Diretas Já” em 1984 e atuou de maneira expressiva no impeachment do então presidente Fernando Collor .

No acidente Osmar perdeu alguns movimentos do corpo e a fala. Após 26 anos do ocorrido, o narrador consegue falar algumas palavras e adora gritar “E que goooooollllll” . Frase memorável que citava em todos os seus gols narrados.

Apesar da gravidade do acidente sua memória não foi afetada, entende tudo rapidamente e responde com poucas palavras ou mímicas.  Wilson Rocha e Osmar Santos se conheceram anos atrás em um evento em Ribeirão Preto.  Em uma partida entre Botafogo x Osvaldo Cruz, realizada no Estádio Santa Cruz, Rochinha transmitiu  o jogo todo com Osmar ao seu lado na mesma cabine de imprensa.

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Durante a transmissão o locutor esportivo de Ribeirão por várias vezes repetiu jargões que fizeram parte da vida do narrador para homenageá-lo. Por algumas vezes se emocionou e quase não conseguiu terminar a narração.

“Todas as vezes que encontro o Osmar me emociono, vejo isso como um presente especial de Deus para mim. Sou paulistano, nasci e me criei ouvindo Osmar Santos pelo radinho de pilha. Meus amigos se reuniam em volta de um único radinho e ficávamos ouvindo futebol.  Quando jogávamos futebol ficávamos imitando suas narrações. Hoje sou seu amigo e brincamos , é a materialização do encontro do fã e de um ídolo”, revela Rocha.

Wilson Rocha ainda afirma ser muito importante a preservação dos ídolos da infância  e que isso precisa fazer parte da vida inteira de uma pessoa.  Na  última quinta feira ambos almoçaram juntos na churrascaria Gran Steak, participaram do evento, e a noite tomaram chopp no Pinguim.

O narrador de Ribeirão convidou Osmar Santos para assistir ao jogo Botafogo e Corinthians, válido pelas quartas de final do Paulistão 2017, adorou a ideia, mas com palavras e um pouco de mímica afirmou que não poderia ficar. Osmar Santos hoje é pintor de quadros, além de vendê-los, faz algumas doações para ajudar entidades. Apesar das dificuldades imposta pela vida, Osmar não perde o sorriso e o carisma de sempre.  Por onde passa, dezenas de pessoas querem fazer fotos com ele.

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