Os incansáveis do futebol

A cada ano o futebol vai se renovando cada vez mais. Não apenas nas regras, mas principalmente nos conceitos e estilo de jogo dentro das quatro linhas. Novos treinadores vão surgindo, e com eles ideias diferentes das gerações anteriores, tornando o futebol cada vez mais estratégico.
Mesmo com nomes novos no futebol, essa semana dois times – um europeu e outro brasileiro – resolveram se arriscar e apostar arriscadamente em treinadores que estão em baixa há alguns anos no futebol.
O primeiro foi o Sport, que após demitir Ney Franco, com fraquíssimo aproveitamento frente ao Leão, contratou Vanderlei Luxemburgo, que semanas antes tinha anunciado que se afastaria do futebol para investir na carreira política (?). O “pofexô”, como é conhecido por conta do sotaque nos memes da internet, não faz um bom trabalho, de consistência, desde 2012, se levarmos em conta toda a mídia que foi e é dada ao comandante.
Em números ele foi bem no Flamengo (2014-15, 63,8% de aproveitamento) e no Grêmio (2012-13, 64,8%), mas faltaram títulos de expressão para coroar essas passagens.
No Sport, o desafio e o projeto motivaram Luxemburgo, já que o time de Pernambuco vem fazendo bonito fora de campo, contratando com inteligência. Resta saber se o velho Luxa dará conta do recado, e isso só dependerá dele, já que o treinador disse abertamente que ele trouxe os principais conceitos do Futebol Moderno.
No Velho Continente
Outro personagem da semana foi Arsene Wenger. O francês, que completou 20 anos à frente do Arsenal, deve ter a sua renovação com a equipe anunciada nos próximos dias, segundo a imprensa inglesa.
A maior crítica recebida pelo treinador é o jejum de títulos importantes. O Arsenal, sempre apontado como favorito na Premier League, não conquista a competição desde a temporada 2003/04, e para piorar, o time ficou de fora da Liga dos Campeões 2017-18, pois ficou em quarto lugar no nacional.
Após ser eliminado mais uma vez para o Bayern de Munique na Champions desse ano e não garantir vaga na temporada seguinte, era de se esperar que Wenger deixasse finalmente o cargo máximo da comissão técnica do Gunners, mas o título da Copa da Inglaterra no sábado, sobre o rival Chelsea, parece ter dado fôlego ao treinador.
Resta aguardar os próximos meses para saber se de fato Sport e Arsenal acertaram em suas escolhas fora de campo.

 

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