Presidente da Conmebol diz que voto de Nunes no Marrocos foi traição

O voto do presidente da CBF, Coronel Nunes (foto), no Marrocos para ser sede da Copa do Mundo de 2026 ainda gera repercussão na Conmebol. Tanto que o próprio presidente, Alejandro Domínguez, resolveu falar sobre o assunto, dizendo que considerou uma traição o voto do mandatário brasileiro. A parceria Estados Unidos, Canadá e México ganhou o pleito.

“Quando saiu o resultado, vi que o Brasil votou no Marrocos, fiquei surpreso. Perguntei ao Fernando Sarney e ele estava surpreendido com o que tinha acontecido. Eu me senti traído, porque não ajuda a imagem do Brasil nem da Conmebol. É um tema de muita vergonha”, afirmou Domínguez, em entrevista à TV Globo.

A surpresa de Alejandro Domínguez se deu pelas seguintes discussões entre os dirigentes da Conmebol nos meses antecedentes à eleição, que ocorreu na Rússia às vésperas da Copa do Mundo. “Eu vi com muita surpresa, porque em abril neste ano tivemos uma reunião no conselho. Ouvimos as duas candidaturas e votaríamos em México, EUA e Canadá. Um mês depois, e Assunção, tivemos outra reunião e ratificamos os votos. Na Rússia, voltamos a nos reunir e ratificamos os votos. Na Rússia, voltamos a nos reunir e ratificamos os votos”, acrescentou.

Coronel Nunes foi o único representante da federação sul-americana a votar no Marrocos, achando que o voto era secreto. Todos os outros votaram na candidatura tripla de Estados Unidos, Canadá e México. Isso acabou queimando a CBF dentro da entidade.

O atual presidente deixará o cargo mais alto do executivo da CBF em abril de 2019, quando o eleito Rogério Caboclo assume o posto.

 

Wilson Rocha

W Sports / Futebol Interior

Foto: Leandro Lopes/CBF

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