Presidente do Mogi encontrará del Nero e já fala em não desistir da Série C

No sábado, dia 12 de agosto, o Mogi Mirim se transformou em pauta nacional. O W.O protagonizado diante do Ypiranga-RS, virou os holofotes da grande mídia para o Sapão.

A ameaça que ocorreu há dois meses quase foi posta em prática há uma semana, contra o Bragantino. Na véspera do jogo, a diretoria pagou parte dos atrasados e prometeu quitar as dívidas até quarta-feira, dia 9 de agosto.

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Os jogadores esperaram. Quarta chegou e nada. Entre quinta e sexta, viralizou entre o grupo o vídeo da entrevista que Luiz Henrique de Oliveira concedeu apenas à EPTV.

O presidente falou que o atraso era de apenas dois meses. A declaração causou revolta. Alguns dos atletas não recebem há sete meses. Cansados das promessas vazias da diretoria, os atletas procuraram os dirigentes na sexta.

O presidente não esteve no estádio Vail Chaves e nem foi encontrado via telefone. A revolta cresceu ainda mais. Os jogadores falaram em descaso.

O dirigente estava em Guarulhos, cidade em que reside com a família. Bem longe da crise do Mogi Mirim. Chegou no sábado, por volta de 12h. Restavam 3 horas e meia para o jogo. O Sindicato dos Atletas já havia emitido uma nota oficial garantindo que os jogadores não entrariam em campo, às 15h30h, contra o Ypiranga-ES.

O mesmo sindicato que, semanas antes, foi barrado pela diretoria na sede do clube. Uma intransigência que, claro, incitaria a entidade a trabalhar ainda mais pela causa.

A comissão técnica seguiu os trâmites de jogo. Horários foram cumpridos e os atletas, alojados no estádio Vail Chaves, iniciaram uma reunião com Luiz Henrique por volta de 12h30.

A conversa não removeu os atletas da decisão de não entrarem em campo. Do lado de fora, a incerteza dominava os torcedores. Porém, para a diretoria já havia a certeza de que não haveria jogo.

Não foram pegos de surpresa, como insinuou em entrevista à EPTV o presidente. As bilheterias ficaram fechadas e nenhum ingresso foi vendido.

As catracas não estavam em funcionamento. A Polícia Militar estava presente no local, como é hábito, porém, apenas no interior do estádio. Vale ressaltar que, em reunião durante a semana, o comando da PM recebeu de membros da comunidade mogimiriana, o alerta sobre ameaças contra torcedores do clube e garantiu reforço policial e atenção sobre o caso para o último sábado.

Com todo este cenário posto, o que ocorreu entre 15h30 ás 16h é público. A arbitragem comandada por Paulo Sérgio Santos Moreira, do Maranhão, aguardou a entrada das equipes. O Ypiranga, compareceu ao local. O Mogi Mirim não. Pelo Sapo, o meia Cristian foi o porta-voz.

Ressaltou as promessas de pagamento, os atrasos e o cansaço com as promessas. O presidente Luiz Henrique de Oliveira afirmou que acionará os atletas judicialmente e que o clube poderia desistir da Série C.

Aqui cabe um ponto importante. Talvez o principal, após o W.O. O clube não desistiu oficialmente, como foi publicado no último final de semana em alguns meios de comunicação.

E nem deve desistir. A assessoria de imprensa do clube garantiu que o presidente não deve abrir mão da disputa. Entre esta segunda e terça-feira, Oliveira vai se reunir com o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, para tratar da situação do Sapo. O tema central do encontro não foi anunciado, mas, deve se tornar público após a reunião. Com isso, resta saber se os jogadores receberão os atrasados e se, não receberem, farão nova greve contra o Tupi, no próximo sábado.

Matéria  – Lucas Valério.

Foto – Assessoria de imprensa Mogi Mirim

Jornal A Grande Jogada.

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