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Pressão alta, um inimigo silencioso

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A hipertensão arterial é caracterizada pela contração dos vasos ao ponto de oferecer resistência ao bombeamento do sangue pelo coração. Essa combinação obriga o músculo cardíaco a trabalhar dobrado para fazer circular pelo nosso corpo a mesma quantidade de sangue.

Sem tratamento, compromete o bom funcionamento não só do coração, mas também do cérebro e dos rins, levando seus portadores a viver mal e morrer mais cedo.

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A hipertensão arterial é diagnosticada quando uma pessoa apresenta valores de pressão maiores ou igual a 14 por 9, em medições repetidas. Nunca o diagnóstico de hipertensão é feito com base em uma medida de pressão, isolada.

São vários os fatores que levam à doença, que tem origem genética e ambiental. Indivíduos com os pais ou irmãos hipertensos têm maior risco de desenvolver hipertensão precocemente. Estes devem consultar um médico ou serviço de saúde, ao atingir a idade adulta, para investigar a pressão.

A origem ambiental da hipertensão está associada aos hábitos de vida. Por exemplo, pessoas com peso excessivo tem maior chance de adquirir pressão alta e suas complicações. Quem tem diabetes ou colesterol alto corre mais risco de desenvolver a doença.

Outro fator muito importante é o consumo excessivo de sal, tanto o adicionado à comida quanto aquele presente nos alimentos processados — molhos prontos e enlatados em geral.

O sedentarismo também contribui para a doença, ao lado  do consumo excessivo de álcool. O tabagismo associado a estes hábitos ou estilo de vida aumenta a chance de ocorrer complicações da pressão alta. Quem faz exercícios regularmente corre menos risco de desenvolver a doença.

A recomendação para quem tem antecedente familiar de hipertensão, ou algum dos fatores de risco citados, é procurar um médico para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento, uma vez que a hipertensão arterial é geralmente assintomática. De cada 10 pessoas que tem pressão alta, nove não sentem nada.

Complicações tardias

Somente quando a pessoa convive por anos com a hipertensão, sem tratamento, é que as complicações causadas pela doença começam a aparecer. Elas podem afetar o coração, o rim e o cérebro. A pressão alta causa o espessamento e dilatação do músculo cardíaco, devido à resistência decorrente da contração dos vasos ao batimento cardíaco, por longo período de tempo.

A obstrução das coronárias por placas de gordura, que pode levar ao infarto agudo do miocárdio é outra complicação comum da hipertensão arterial. A pressão elevada contribui para a formação e aglomeração de placas nessas artérias.

Quando afeta o Rim, a consequência é a insuficiência renal crônica, que leva o indivíduo a precisar de diálise para o resto da vida, ou até de transplante. No cérebro, o principal dano que a doença não tratada pode causar é o derrame, como é chamado popularmente o Acidente Vascular Cerebral, ou AVC.

O uso de medicações para manter a pressão sob controle evita todas elas, desde que seja seguido com rigor. E associado a hábitos mais saudáveis de vida, como o consumo de no máximo cinco gramas de sal por dia, o controle do peso e a prática de atividade física regular.

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