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Se você gosta de comer muito, saiba quais alimentos te ajudarão na digestão

Escrito porRedação Wsports 27 27America/Sao_Paulo setembro 27America/Sao_Paulo 2017
A digestão começa pela boca. Ao mastigarmos iniciamos o processo mecânico e acionamos enzimas encontradas na saliva, como a amilase salivar que degrada as moléculas grandes de amido em moléculas menores (maltose).
Da nossa boca o alimento segue pelo esôfago e chega até o estômago – local onde a pepsina, outra enzima, “quebra” as proteínas. Na sequência o bolo alimentar vai para o intestino e sofre a ação de sucos digestivos produzidos ao longo do trato digestório.
Este processo pode sofrer desequilíbrios. Azia, gastrite, úlceras gástricas e outros problemas digestivos são resultados de fatores agressivos e defensivos da mucosa. Os agressivos são aqueles que aumentam a secreção ácida do estômago (a mucosa integra a principal defesa da região).
O controle do consumo de alguns alimentos pode, então, colaborar com a redução dos sintomas.
Má digestão (dispepsia)
É o nome técnico para um conjunto de sintomas, como desconforto na região da boca do estômago (epigástrio), sensação de empachamento, sensação de distensão, náuseas/vômitos e dispepsia.
Na maioria dos casos tem relação com:
• hábitos alimentares inadequados, como o consumo de grandes porções de comida, consumo de alimentos muito pesados e/ou gordurosos, refeições excessivamente tardias;
• consumo de bebidas alcoólicas;                                                                               .
. tabagismo;
• estresse físico ou psíquico;
• sono inadequado;
• sedentarismo.
Os sintomas dispépticos, no entanto, podem ser a apresentação inicial de doenças mais sérias, como o refluxo gastroesofágico e as úlceras. Portanto, quando esses sintomas ocorrem com muita frequência é necessária uma investigação médica criteriosa.
Dieta regrada 
As dietas para problemas digestivos devem limitar ou excluir os alimentos irritativos da mucosa gástrica, como pimenta, alimentos ácidos, cafeína, refrigerantes, e alimentos que retardam o esvaziamento gástrico, como frituras, carnes gordas, molhos gordurosos ou que contenham muita fibra solúvel.
O fracionamento da alimentação também é recomendado. Comer em quantidades menores e mais vezes ao dia, fazer 5 ou 6 refeições diárias. Outra recomendação é comer devagar e mastigar bem os alimentos antes de engolir, facilitando o trabalho do estômago. Cada refeição deveria durar cerca de vinte minutos.
O cuidado com a alimentação noturnas é fundamental e o intervalo entre comer e o momento de deitar-se deve ser suficiente para que a digestão aconteça.
A identificação dos alimentos que causam desconforto digestivo depende de uma observação atenta. É necessário fazer uma correlação entre a sua ingestão e os sintomas. Excluir temporariamente os alimentos com suspeita de má digestão é uma alternativa para observar se os sintomas desaparecem e só assim excluí-los definitivamente da dieta.
Evite
– Alimentos e preparações muito gordurosas, como frituras, feijoada, churrasco, etc;
– Pimenta do reino, pimenta vermelha, canela, cravo da Índia, nós moscada, páprica, mostarda, picles, pois são considerados irritantes à mucosa gástrica;
– Café, chá mate, chá preto e chocolate, principalmente de “estômago vazio”, pois estimulam a secreção gástrica;
– Refrigerantes e água com gás, pois estimulam a secreção ácida no estômago;
– Bebidas alcoólicas.
Outras recomendações
– Procure alimentar-se devagar, mastigando bem os alimentos;
– Faça a refeição em ambiente tranquilo;
– Não tome leite em excesso, no máximo, pois o leite contém cálcio que estimula a secreção gástrica;
– Faça pelo menos 5 refeições de pequeno volume com intervalos de aproximadamente 3 horas;
– Evite fumar, o fumo dificulta a cicatrização da úlcera;
– Procure não deitar imediatamente após uma refeição de grande volume e evite ingerir alimentos durante a madrugada.
– Não existe um único alimento que possa prevenir sintomas gástricos, mas sim um conjunto de ações preventivas.
Uma alimentação equilibrada e saudável tem papel fundamental na manutenção e recuperação da saúde. Manter um cardápio balanceado é o primeiro passo para viver bem, contribuindo na prevenção de doenças, aumentando a vitalidade e disposição para as atividades diárias.
Veja alguns alimentos que ajudam na digestão
Alguns chás são digestivos, como hortelã, erva cidreira, camomila, alecrim, sálvia, menta.
Abacaxi possui a bromelina, enzima que auxilia na digestão de proteínas, podendo aliviar a sensação de “estomago cheio”.
Gengibre é um anti-inflamatório natural que pode auxiliar na digestão e melhorar a sensação de queimação, dor e náusea.
Alimentos ricos em fibras colaboram para o melhor funcionamento do intestino, tais como: mamão, ameixa, laranja, mexerica, hortaliças preferencialmente cruas e leguminosas (feijões, lentilha, grão de bico).
Fibras
Fibras são consideradas “carboidratos não digeríveis” pelo organismo e uma de suas funções é a de auxiliar o funcionamento intestinal. Para que o papel das fibras possa ser desempenhado enfatiza-se um maior consumo de líquidos (principalmente água) durante todo o dia.
Classificam-se em:
Fibras Solúveis – a principal é a pectina, encontrada em frutas, vegetais, farelos de aveia e leguminosas. Atuam no retardo do esvaziamento gástrico.
Fibras insolúveis – encontrada em todos os alimentos vegetais, sua maior fonte são os grãos (milho, soja, grão de bico) e frutas consumidas com casca (maçã, pera e ameixa). Ajudam na prevenção de algumas doenças intestinais e aumentam a saciedade.
​Referências Bibliográficas:
Site da Sociedade de Gastroenterologia de São Paulo
Foto /Conteúdo  – Hospital Albert Einstein
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