Um em cada três brasileiros irá morrer de alguma doença cardiovascular

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no telegram
Compartilhar no skype

Os problemas cardiovasculares não vêm do nada. Como se sabe há décadas, e se torna cada vez mais evidente com o avanço do conhecimento, eles são causados por fatores de risco, entre eles, níveis altos de colesterol, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, obesidade e vida sedentária, afirma Raul Dias dos Santos Filho, diretor da Unidade de Lípides do InCor.

“São estes os fatores que contribuem para o aparecimento da aterosclerose, caracterizada pela formação das placas de gordura no sangue, que entopem as artérias e, com o tempo, levam aos infartos e derrames.”

Gran Steak 500×300

A evidência da relação entre o nível excessivo do LDL, que é o colesterol ruim do sangue, com o risco de problemas cardiovasculares é extremamente robusta, diz o cardiologista. Deriva de pesquisas com mais de dois milhões de pessoas, no total, as quais foram seguidas durante quase cinco décadas, em uma variedade de estudos clínicos e genéticos.

Para prevenir doenças cardiovasculares é preciso saber, primeiro, se a pessoa tem risco alto de desenvolvê-las. Por exemplo, se tem algum parente de primeiro grau, como pai, mãe ou irmão, que teve infarto ou derrame antes dos 50-55 anos.

Em segundo lugar, será necessário levantar os fatores de risco: se a pessoa fuma, se tem uma ideia do valor da sua pressão arterial, do seu nível de glicose no sangue e do valor do colesterol.

É muito simples ter ideia de qual é o risco de vir a ter problemas cardíacos se alguém tem essas informações sobre sua saúde.

A pessoa que tem risco alto para problemas cardiovasculares precisa consultar o médico e fazer um tratamento preventivo. Não basta a ela ter hábitos saudáveis de vida.

Para manter os níveis de colesterol baixos o resto da vida ela terá de tomar medicação, diz Raul Dias dos Santos Filho: “A adesão ao tratamento é muito importante porque seus benefícios acontecem em longo prazo e está claramente demonstrado que a suspensão dos medicamentos em pessoas de alto risco associa-se com maior risco de morte.

Fonte / Incor Usp

Leia Mais