Vilson chora com perda de ex-companheiros da Chapecoense: “Sonhos interrompidos”

Nas entrevistas coletivas diárias do Corinthians, os jogadores costumam falar sobre os jogos seguintes, o momento do time, treinos e assuntos relacionados ao futebol dentro de campo. Mas nesta quarta-feira (30), foi diferente, infelizmente. Vilson foi à sala de imprensa do CT Dr. Joaquim Grava para falar sobre o trágico acidente com o avião da Chapecoense, que ia para Medellin, na Colômbia, para a final da Copa Sul-Americana e tirou a vida de jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas. O zagueiro foi atleta da equipe catarinense até o fim do ano passado e depois se transferiu para o Timão no início de 2016.

“É uma dor muito grande. Sonhos interrompidos. Um grupo muito alegre e feliz, via eles assim ano passado. A alegria e a vontade de vencer e alcançar algo mais continuou. Foram mostrando nos jogos, na Sul-Americana também. Não só ele, como todos nós estávamos muitos felizes também. Formamos amigos e irmãos, que lutavam pelos mesmos ideais. Muito triste. O momento muito bom, a gente fica sem saber o porquê de uma coisa dessas. Sem palavras”, disse o defensor.

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Durante a entrevista, Vilson se emocionou e chorou ao falar dos ex-companheiros que morreram no acidente. “A gente sempre fazia campeonato de videogame, com o Gil, Ananias, Neto, Bruno Rangel, que eram mais próximos. Fisioterapeutas… Falei com o Guilherme, que não estava na viagem. Minha esposa também estava muito triste, ligou para a esposa do Thiego. Ele estava muito feliz”, declarou.

O zagueiro também falou sobre o companheiro de posição Neto, que é um dos seis sobreviventes da tragédia na Colômbia. “Estamos em oração pelo Neto, que é um grande irmão meu. Temos um grupo no WhatsApp, falamos domingo, estávamos rindo e brincando do grupo. E hoje muitos deles não estão mais aqui. Tem de dar valor a quem está ao nosso lado, assim como vocês que perderam companheiros de imprensa. Temos de dar valor a isso, que um dia podemos não ter mais”, comentou.

Vilson ainda apontou as lições que um fato trágico como esse deixa nas pessoas. “Nessas horas, a gente para para repensar nossa vida. Primeira coisa foi dar um abraço no meu filho quando ele acordou. Começo do ano me apresentei lá, eu poderia estar junto nessa tragédia. E depois que somos pais, pensamos muito nas coisas que vamos fazer. Primeira coisa que fiz foi abraçar meu filho, esposa, minha mãe. Dar mais valor às pessoas que estão próximas de nós”, concluiu.

Fonte: Agência Corinthians

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