radio-wsports
Clique e ouça aqui!

Vôlei brasileiro não terminará campeonato e abre caminho para o futebol tomar a mesma decisão

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no telegram
Compartilhar no skype

Dando sequência a série de quatro reuniões agendadas com os clubes da Superliga Banco do Brasil e Superliga B, na manhã desta quinta-feira (19.03) a entidade se reuniu, através de videoconferência, com os participantes da Superliga Banco do Brasil feminina e decidiram, por meio de votação, que a competição está finalizada em virtude do coronavírus (COVID-19).

Seis clubes e a Comissão de Atletas votaram pelo fim do campeonato, contra dois votos contrários. Neste caso, não há campeão e a classificação final respeita a de momento.

Bodytech 300X200

Outros dois assuntos foram debatidos na reunião desta quinta-feira. E também por votação, ficou definido que a Superliga Banco do Brasil 2020/2021 não terá ranking (sete votos contra quatro), e, ainda, que os clubes terão a possibilidade de contratar até três estrangeiras (seis votos contra cinco) – neste caso, os dois clubes que não estavam classificados para o playoff também têm direito a votação, diferente da decisão pelo fim do campeonato, já que Flamengo e Pinheiros não estariam mais na disputa.

Após o fim da reunião, a temporada 2019/2020 termina desta forma: Dentil/Praia Clube (MG), Sesc RJ, Itambé/Minas (MG), Sesi Vôlei Bauru (SP), Osasco Audax São Cristóvão Saúde (SP), São Paulo/Barueri (SP), Fluminense (RJ), Curitiba (PR), Pinheiros (SP), Flamengo (RJ), Valinhos Vôlei (SP) e São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP).

A CBV, que conta com um comitê de crise composto por área técnica, médica e jurídica, entre outros, apresentou a proposta pela conclusão do campeonato, já que a preocupação da entidade com a saúde está acima de qualquer outra questão. Após a decisão, então, a entidade recomendou que todos os clubes liberem suas atletas de treinamento e que as mesmas permaneçam em casa, seguindo as recomendações das autoridades da saúde.

 “Mais uma vez colocamos nossa opinião, pelo fim do campeonato visando o bem de todos os envolvidos, e demos direto de voto aos clubes. A maioria demonstrou pensar como a CBV e está decretado o fim desta temporada.

A decisão da CBV abre caminho para as federações de futebol fazerem o mesmo.  Na Federação Paulista de Futebol ninguém fala sobre o assunto publicamente, mas a decisão pela parada do Paulistão está na pauta. Vários clubes que disputam a Série A 1 não tem calendário nacional e os contratos dos jogadores em sua maioria termina em maio. 

O adiamento da competição implicaria na renovação de contrato de dezenas de jogadores destes times.  Muitos destes atletas não irão querer renovar contratos só para o término do Paulistão,  alguns já estão apalavrados com clubes que disputarão o Brasileirão, Série B, C e D com contratos que serão mais longos. 

Para não arcar com mais duas, ou três folhas de pagamentos alguns clubes médios e pequenos  podem decidir pela parada das competições estaduais.

O Presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, Rinaldo Martorelli vê com grande possibilidade o fim do Campeonato Paulista de forma antecipada.   

 

Leia Mais

W Sports